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Para nossa grata surpresa, Um Médico Rural também foi selecionado para o 3º Tallahassee International Film Festival. Tallahassee é a capital do estado da Flórida, EUA. O festival acontece dos dias 8 a 11 de abril, portanto antes do festival em Memphis.

“Um Médico Rural” vai ter sua premiere mundial no 11º Festival Internacional de Cinema de Memphis (22-25/04/2010), no Tennessee, EUA (cidade do Elvis Presley).

No Brasil, a estréia oficial será no XIV Cine-PE do Audiovisual (26/04–02/05), no Recife, Pernambuco, onde foi selecionado para a mostra nacional competitiva em 35mm.

Para assistir em maior resolução, acesse o canal da Lamparina no youtube.

Contos da pré-estréia do filme.

Depois de desenrolar, enrolar, enrolar e desenrolar…

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Um par de mutantes transferem o filme do magazine para bandeja. (foto: Maria Nilo)

Par de mutantes (Claudio e Cristian Souza, Produtor de Set) transferem manualmente o filme do magazine para bandeja, pois o enrolador do cinema estava quebrado. (fotos: Maria Nilo)

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Alessandra Nilo apresenta e agradece ao lado de Claudio Fernandes.

Alessandra Nilo apresenta e agradece ao lado de Claudio Fernandes.

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Começa então…

8, 7, 6, 5, 4, 3, 2

bip

.

um
suspense
até
o
último quadro sair da tela

. . .

Essa pré-estréia foi organizada para satisfazer a curiosidade das pessoas envolvidas com o filme e a estas pessoas dedicamos a exibição do Um Médico Rural no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, no Recife, no dia 14 de outubro de 2009.

[Gestos, valeu pelo apoio psicopedagoantropojurídicomunicacionalsocio-e erre i em peso, people!]

Sentimos falta de quem não foi…

Maju, Antônio e Lacinha Nilo… Hamilton, Genivaldo, Kátia Mesel, Marta Lima, Ivete Xavier, João de Sales, Jaime Pandolfo (oi seu Joaquim!!)… agora na varanda, estamos calmamente (calma, mente!), lembrando de todos vocês.

Próxima exibição no Engenho Cipó Branco. Obrigada D. Sussu!

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Dona Sussu trouxe duas amigas para a pré-estréia.

Dona Sussu e família na pré-estréia.

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SEM SAIAS JUSTAS

Saia justa é complicado… – isso fazemos apenas em ocasiões especiais com aqueles amigos a quem podemos sempre pedir a verdade – então criamos cédulas de ranking anônimas.

Cédula de votação para um teste de platéia.

Cédula de votação para um teste de platéia.

Todos e todas opinaram sem constrangimentos. Com exceção de Carla Francine, Marcelo Luna e Sérgio Xavier – claro, vocês não iam escapar de opinar na frente. Era para dizer na hora, mesmo.

A platéia inteira foi bem diversificada, tinhamos representantes de diferentes idades, etnias e gêneros. Atores, atrizes, técnicos de cinema e espectadores.

Então finalmente a hora do silêncio. Fim do filme, início dos créditos.

. . .

respiração
em
suspense
outra
vez

. . .

Passam os créditos…

último quadro

© 2009

Aplausos.

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Urna com cédulas de qualificação para teste de platéia do filme.

Urna com cédulas de qualificação para teste de platéia do filme.

Inevitável boca de urna pós votação, via direta… Resultado rapidamente verificado ainda na escada, por Niltinho Pereira (TV Viva) e alguns observadores – dúvidas confira com eles!!!

RESPOSTA DA PLATÉIA

Comentários do pé de escada – aliás uma maneira muito gostosa de encontrar e papear sobre cinema com amigos e amigas.

É bom sair do cinema com a sensação de que se assistiu a um filme(…)”

“Um curta que deixa vontade de continuar assistindo ao filme (…)”

“Fiquei surpreso quando me dei conta outra vez que era um curta, havia embarcado completamente em um filme (…)”

Ainda na porta do cinema, mais alguém comenta:

(…) ele marca um momento, estabelece referência numa tendência que combina a captação digital e finalização em película.”

Em honra a Edward Tufte, um gráfico isento.

Em honra a Edward Tufte, um gráfico isento.

E já emendando-com-outro-alguém-refletindo, escuta-se:

(…) marca também um outro olhar para qualidade, a apuração.”

Bom demais! É ótimo ver um curta de tamanha qualidade feito em Pernambuco, com uma equipe e elenco inteiros de Pernambuco.”

Cerca de 70 pessoas assistiram ao filme. Cinquenta e oito votaram.

Amplas, mil possíveis interpretações, formas de olhar esse curta.

(…) achei incrível a relação entre médico e paciente, este é um questionamento muito atual.”

(…) mesmo que ele encontrasse a moça, ainda assim não encontrava a moça.”

Cartaz do filme

Foto: Alessandra Nilo | Design: Claudio Fernandes

Primeira cópia

Primeira cópia em 35mm de Um Médico Rural.

Tudo pronto. Temos a primeira cópia em 35mm, com som Dolby Digital Surround 5.1 e Dolby Stereo – para cinemas que não tenham capacidade surround.

Cheguei de viagem há três semanas com a cópia em mãos, mas devido a outros compromissos profissionais, acabei atrasando o início dos trabalhos de distribuição do curta-metragem, o que estamos fazendo a partir desta semana. Vamos enviar o filme para festivais de cinema nacionais e internacionais.

Também estamos preparando uma pré-estréia para convidados em um cinema no Recife e ao ar livre em Macaparana, município vizinho à locação onde filmamos.

Em breve vamos colocar um trailer no ar, assim que confirmarmos a data e o local da pré-estréia no Recife e em Macaparana.

Volte sempre para ficar sabendo de novidades.

Depois de duas semanas e meia de trabalho e cinco dias de espera, enquanto “nascia” o filme em celulóide, daqui há duas horas Um Médico Rural será projetado em 35mm pela primeira vez. Será no pequeno teatro do Monaco, para quatro ou cinco pessoas essencialmente técnicas. A ansiedade faz parte da adrenalina de fazer cinema, é claro.

Nesses cinco dias o tempo mudou em San Francisco. O sol se esconde outra vez por trás da espessa neblina que cobre os montes da cidade no verão. Uma das vantagens da Mission, bairro onde moro, é que a neblina começa a se dissipar primeiro aqui, lá pelo meio do dia. Mas o vento continua bastante frio, soprando a umidade do Pacífico por toda a baía.

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Enquanto escrevia me ligaram do laboratório ao meio dia, a cópia estava pronta duas horas antes do previsto. Parei de escrever e fui de bicicleta. Cheguei com o coração acelerado, encontrei Jim e Keith. Jim anunciou que o filme já estava engatado no projetor. Chamou Will, o colorista, e fomos imediatamente para o auditório de exibição. Sentamos em poltronas confortabilíssimas, de couro preto. A luz se apagou. Eu me acomodei na poltrona, tomei um gole de água da garrafa que tinha trazido comigo e me abri para a primeira projeção em película do Um Médico Rural.

Eu gostei muito do que vivi nessa exibição. Já vi o filme muitas e muitas vezes, mesmo assim deixei-me cativar pela história e ser emocionalmente mexido pela magia do cinema.

Preparo-me para voltar ao Recife, com uma cópia em 35mm e um master Cineon. Fazer as malas. Um ciclo se completa e outro inicia-se na trajetória da obra ao ganhar vida própria.

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