LINHAS GERAIS PARA INSPIRAÇÃO CÊNICA
A direção de arte do Um Médico Rural embalou todos os elementos visuais do filme em diferentes objetos, cores e texturas. Nenhum detalhe está alí por acaso. Em tudo há sentido, objetivo e inspiração.
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Dr. Samuel Baum (Alfredo Borba) contempla a solidão.
A história se desenrrola numa locação rural, na qual a década de setenta pode ser tão passado quanto as décadas de cinqüenta, trinta, ou a própria virada do século. A contrução do filme permite que ele possa ser interpretado como diferentes passados, a depender de cada expectador.
Sem época definida com exatidão, o passado é presente nos cenários, figurinos, objetos de cena, na ausência de eletricidade e outras amenidades modernas, como automóveis.
A Diretora de Arte, Séphora Silva, nos conta: “Algo importante é que o diretor sabia exatamente o que queria da Arte. Nós não re-criamos os ambientes, nós os criamos. Usamos um conceito minimalista sem necessariamente sermos minimalistas por completo.”
“Menos é mais, mas, no nosso caso, até esse menos tinha que ser particularmente especial em seus detalhes”, comenta o diretor Claudio G. Fernandes,

Maleta de instrumentos do médico rural sobre a cômoda envelhecida.
Alguns objetos de cena foram pensados especificamente para a composição desse passado tão particular capturado pelo filme: instrumentos do médico, a charrete, bacia d’água, talheres e louça de jantar, candelabros, candeeiros, velas e lamparinas. Eles foram desterritorializados durante a pré-produção. Entretanto, quando se encontram na composição do filme, em cena os objetos se reterritorializam ao compor o universo do passado virtual. Como resultado, foi possível alcançar uma harmonia cromática de tal forma a tornar os objetos e figurino quase invisíveis no conjunto, mas dramaticamente presentes, se olhados isoladamente.
Para Claudio Fernandes, “a força dramática deste filme virá pela atenção aos detalhes, assim como Kafka a tinha em sua literatura”.
Paleta de Cores
Tons de pele variados. Cores utilizadas são branco, creme, tons de algodão, marrons (madeira), cinzas, verdes musgo.

Júlia, Janice e Maju Silva (D. Silverina, mãe do paciente) mostram o figurino.
Efeito Especial de Maquiagem
A maquiagem, claro, também é fundamental para a criação dos personagens. Cada gotinha de suor faz diferença em cena. Pouco foi mudado da feição original dos atores, mas cada rosto, mãos, peles teve a atenção dedicada de Lúcio Galvão, que precisou usar toda sua experiência, junto com a Diretora de Arte, para fazer uma maquiagem de efeito especial: a ferida do paciente atendido por Dr. Baum.

Séphora Silva, diretora de arte, e Lúcio Galvão, maquiador, trabalham no paciente.
Chove Chuva…
O filme tem início durante uma forte chuva em uma noite de verão. E um dos desafios para as cenas do estábulo e da chegada do mensageiro na casa do Dr. Baum foi exatamente esse: simular essa chuva torrencial em duas locações.

Thales Junqueira, assistente de arte, testa um dos aspersores.
gente, o blog ta show! coloquei o link no meu blog sephorasilva.wordpress.com
manda ver, Claudio, to louca p ver o filme no telão!!!!
Adorei a parceria!!!!!! mil beijos